quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ceará é segundo estado do Nordeste com inscrições no EI

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Dados são da Receita Federal e foram apresentados durante o Encontro dos empreendedores individuais formalizados de Fortaleza na Câmara Municipal

Teresa Fernandes

O Ceará é o segundo estado do Nordeste em número de empreendedores individuais. Com 7.313 trabalhadores informais formalizados no período de primeiro de julho do ano passado a 31 de maio deste ano, o resultado do estado só é superado pelos números da Bahia (22.883 trabalhadores).

Em todo o país foram 296.383 formalizados no período. Os dados são da Receita Federal e foram apresentados durante o Encontro dos empreendedores individuais formalizados de Fortaleza na Câmara Municipal.

“Quando você reduz carga e dá oportunidade para os pequenos se formalizarem, todos crescem”, destacou o deputado federal e pré-candidato ao Senado José Pimentel (PT) depois da apresentação dos números. Ele reiterou que a expectativa é chegar a 1 milhão de formalizados ao final do ano.

“Essa lei cumpre uma dívida histórica que o governo tem com a população”, destacou o presidente da Câmara, Salmito Filho (PT).

Pimentel apontou ainda que em março deste ano 134.146 micro e pequenas empresas estavam enquadradas no Simples Nacional (Sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte). Nesse quesito também o estado se apresenta como o segundo melhor da Região, superado apenas pela Bahia (196.446). A soma de todos os estados brasileiro contabilizou 3,66 milhões.

O acréscimo do número de empreendedores individuais e microempresas formais impactou diretamente no número de empregos gerados no ano passado, de acordo com Pimentel.

Em 2009, foram gerados 1,12 milhão de empregos formais a partir das micro e pequenas empresas enquanto o saldo de empregos total no ano foi de 955 mil empregos. “As micro e pequenas empresas cobriram o saldo negativos das médias e grandes”, destacou.

Maria Nilda Souza é um exemplo de que a formalização é essencial para a geração de empregos. “Nunca tive um emprego de carteira assinada”, destacou a integrante de uma associação de moradores. Segundo ela, a maior vantagem é trabalhar sem sair de casa e ainda empregar muitas pessoas. “Não temos patrão. Não tem ninguém mandando na gente”,. Maria Nilda explicou que foi burocrático conseguir todos os dados necessários para formalizar a cooperativa de 20 pessoas, mas, segundo ela, o esforço valeu.

Números

7.313 empreendedores individuais foram formalizados no CE até Maio.

Fonte: O Povo – CE

Agência Sebrae

 

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