terça-feira, 11 de outubro de 2011

Jornada do Empreendedor tem início dia 12 de outubro em SP

Notícias

 

Atividades promovidas pelo Sebrae vão desenvolver a cultura empreendedora, inovação, melhoria da gestão e da competitividade

Beth Matias

São Paulo - Começa nesta quarta-feira (12), na capital paulista, a Jornada do Empreendedor - série de mil eventos voltados as micro e pequenas empresas, empreendedores individuais e aos interessados em abrir seu próprio negócio. As ações serão desenvolvidas em todo estado.

 

O tema Cultura Empreendedora foi escolhido para  a inauguração, no Parque do Piqueri, zona leste de São Paulo. Estão previstos shows do grupo Meninos do Morumbi e de mágica, além de oficinas para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos. “Queremos despertar o espírito empreendedor em nossos jovens e mostrar que empreender se aprende na escola”, diz o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae em São Paulo, Alencar Burti.

 

Organizadas pelo Sebrae em São Paulo, as atividades - palestras, oficinas, workshops, cursos e lançamentos - estão ligadas ao desenvolvimento da cultura empreendedora, melhoria da gestão, da competitividade e inovação. A expectativa é que cerca de cinco mil pessoas compareçam ao evento no dia 12 de outubro.

 

Os interessados em abrir uma empresa também terão oportunidade de tirar dúvidas e obter informações junto a consultores especializados, no Sebrae Móvel, durante a abertura, a partir das 10 horas até às 16 horas.

 

A Jornada do Empreendedor terminará com a Semana Global de Empreendedorismo, em novembro. Nas edições anteriores, a ação se limitava apenas a outubro, com o Mês do Empreendedor.

 

“Decidimos estender o calendário para 50 dias. Assim, mais empreendedores e futuros empresários podem conhecer e experimentar o que o Sebrae oferece: orientação, capacitação e promoção de negócios. Vai ser um verdadeiro intensivão de empreendedorismo. Tudo gratuito”, diz o diretor-superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano.

 

Inovação

Na próxima semana, nos dias 17 a 23 de outubro, tem início em todo o País a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O Sebrae apóia o evento e, no estado de São Paulo, lançará um hotsite dirigido aos donos de pequenas empresas que querem ampliar sua competitividade por meio de ações inovadoras.

 

A página vai oferecer aos visitantes um autodiagnóstico sobre como está seu empreendimento no que se refere à inovação, além de uma trilha de aprendizagem com as atividades oferecidas pelo Sebrae.

 

O Sebrae também programou 12 circuitos de inovação em todo estado, quatro do comércio varejista e um workshop de qualidade e produtividade. Além disso, durante a Inovatech 2011, de 7 a 9 de novembro, serão lançados novos produtos de apoio à inovação: Circuito Digital, Alavancagem Tecnológica e uma clínica de inovação.

 

Serviço

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Fonte: Agência Sebrae

 

Ambulante é formalizada enquanto vendia refrigerante

Notícias

A piauiense Maria de Lourdes aproveitou evento em que trabalhava para formalizar o seu negócio com foco na Copa de 2014

Mariana Sacramento

Brasília - Há 12 anos, Maria de Lourdes dos Santos, 57, vende bebidas em eventos de Brasília. A piauiense de origem humilde que mudou para capital do País em busca de uma vida melhor deu um passo importante. Formalizou-se com empreendedora individual (EI). A ambulante levou seu carrinho à porta do Centro de Convenções Ulysses Guimarães para vender água e refrigerante aos visitantes da Feira do Empreendedor 2011. Ao conversar com técnicos do Sebrae no DF, decidiu aderir ao programa para apostar nos eventos que a cidade vai sediar.

“A Copa do Mundo está aí, eu precisava entrar na formalidade para vender mais e ficar tranqüila. Essa vida de ambulante é muito difícil, a gente nunca sabe o dia de amanhã”, comentou. Maria não contribui com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) há mais de uma década. “Agora, vou ter direito a benefícios que eu não tinha. Uma amiga se formalizou há dois anos e já tinha me orientado, e eu fui adiando, adiando... Hoje, a oportunidade surgiu na minha frente e não deixei passar”, comemora.

O processo de formalização foi rápido. Em menos de 30 minutos, Maria d Lurdes saiu do Centro de Convenções Ulysses Guimarães com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) em mãos. “Cerca de 80% das pessoas sonham em ter o seu próprio negócio. O empreendedor que deseja registrar sua atividade deve buscar informações e formalizar-se”, convida o gerente da Unidade de Atendimento Individual (UAI), Stefano Portuguez.

A Feira do Empreendedor do DF formalizou mais de 150 EIs. Muitos, como Maria de Lurdes, eram ambulantes que trabalhavam na informalidade pelas ruas da capital.

O EI é o maior programa de formalização do País. No Dia da Micro e Pequena Empresa, que foi comemorado em 5 de outubro, o Senado aprovou por unanimidade a íntegra do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/11 que ajusta a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06). O novo texto da lei amplia o enquadramento de R$ 36 mil para R$ 60 mil de faturamento. O projeto seguiu para sanção da presidente Dilma Rousseff. A meta do Sebrae é realizar 700 mil formalizações para o ano que vem. A instituição prevê que pode chegar em 2014 com 3,5 a 4 milhões de empreendedores individuais formalizados.

Serviço

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Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Contabilidade social turbina o Microempreendedor Individual

Notícias

 

Jornal do Comércio - RS

Contadores participam do processo que visa a diminuir a informalidade no País. Trabalhadores avulsos podem contar com serviços gratuitos para a formalização do seu negócio 

 

Gilvânia Banker 

 

O motoboy Gilvani Figueira da Silva e a vendedora ambulante Lívia Franchini Butierrez não tinham acesso a crédito no mercado nem comprovação de renda. Viviam sem benefícios previdenciários que dessem uma garantia de futuro. "Antes eu era uma pessoa oculta no mercado, um profissional inexistente oficialmente", relata o motoboy, que está na profissão desde 2002. Para ele, ingressar no programa Microempreendedor Individual (MEI) significou a realização de um sonho. "Agora eu estou registrado e posso dar nota fiscal para o meu cliente", comemora. 

 

Sair da informalidade aumentou a autoestima desses profissionais que trabalhavam sem benefício algum. "A vida melhorou muito e já me sinto um verdadeiro empresário", relata Silva, satisfeito com o novo momento. Hoje ele recolhe INSS, abriu conta em banco e fez até um seguro de vida, uma preocupação antiga em razão do alto risco da sua atividade profissional. "Foi a melhor coisa que o governo fez para gente", resume. 

 

A vendedora Lívia trabalha como vendedora de roupas há dois anos. A formalização permitiu que ampliasse suas vendas e profissionalize os serviços. Hoje consegue vender com cartão de crédito, o que facilita para ela e para o cliente. Após a formalização, eles não dispensaram a orientação mensal dos seus contadores, que fizeram, de forma gratuita, a adesão dos autônomos ao MEI. 

 

Aprovada em dezembro de 2008, a lei que considera o trabalhador autônomo que recebe até R$ 36 mil por ano registrou 1,6 milhão de profissionais em todo Brasil. Só no Rio Grande do Sul, são mais de 87 mil. A fim de dar um empurrãozinho na formalização, o governo federal conta com os profissionais contábeis para ajudar nesse processo. De acordo com a lei, o contador deve fazer toda a documentação de inclusão no programa de forma gratuita. Na prática, a medida beneficia profissionais como ambulantes, doceiros, eletricistas, cabeleireiros, manicures, motoboys etc. Ao todo, dezenas de categorias são beneficiadas pelo programa (www.portaldoempreendedor.gov.br/modulos/entenda/quem.php). Mas, mesmo assim, ainda restam 11 milhões de informais no País, 700 mil só no Estado de acordo com informações do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS). 

 

O programa é um sucesso na opinião do gerente de Políticas Públicas do Sebrae-RS, Alessandro Machado. O Sebrae vem focando a atenção na capacitação empresarial de todos esses trabalhadores, por meio de palestras, cursos e oficinas, preparando cada vez mais os empreendedores para o mercado. Para ele, o contador é um profissional de grande importância nesse processo. Em pesquisa realizada pelo Sebrae, foi constatado que o profissional da Contabilidade é o primeiro a ser procurado pelo empresário quando ele tem dúvidas ou dificuldades. "A orientação correta é fundamental para iniciar bem um pequeno negócio", comenta. 

 

Todo o processo de registro do empreendedor individual é gratuito. Machado explica que, se ele optar pela assessoria de um profissional contábil, terá direito ao primeiro registro e à primeira declaração anual sem custos, desde que realizados por escritórios contábeis que são optantes pelo Simples Nacional. 

 

Para o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-RS), Zulmir Breda, a participação da categoria é fundamental neste momento do País. "Nosso papel começa desde o primeiro passo da empresa", constata. Breda recomenda que os microempreendedores levem em consideração os conhecimentos dos seus contadores para que possam crescer no mercado com segurança e evoluir para microempresário, ao lembrar que a maioria das empresas tem dificuldades em se manter e muitas acabam fechando as portas em apenas dois anos. A causa disso, de acordo com o presidente, pode ser a falta de uma orientação qualificada. O CRC RS também busca instrumentalizar este profissional através de cursos e palestras sobre o MEI. 

 

Benefícios ultrapassam a formalização 

 

A formalização dos microempreendedores individuais também traz consequências favoráveis ao Brasil. De acordo com o gerente de Políticas Públicas do Sebrae-RS, Alessandro Machado, era necessário o governo tomar uma iniciativa a esse respeito. "Se não fizéssemos nada para travar o aumento da informalidade, teríamos consequências danosas para o País", argumenta. "Poderemos até ter crescimento, mas não teremos desenvolvimento." Em sua opinião, a falta de registro das atividades profissionais é ruim para todos, principalmente para o próprio trabalhador, que não consegue crescer e nem ter acesso aos benefícios que teria direito se fosse formalizado. Na avaliação de Machado, a criação do programa está gerando mais emprego e renda e garante benefícios àqueles trabalhadores que viviam à margem da sociedade. 

São inúmeras as vantagens para realizar o recolhimento simplificado. O microempreendedor individual ganha direitos trabalhistas e previdenciários que não tinha como autônomo, passando, por exemplo, a contar com aposentadoria por idade, licença-maternidade e auxílio-doença. Paga apenas 11% do salário-mínimo, a título de contribuição para a Seguridade Social, na qualidade de contribuinte individual. 

 

Além disso, ao aderir ao programa, estará isento de tributos federais (Imposto de Renda, PIS/Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Caso o profissional atue no comércio ou na indústria, paga R$ 1,00 mensal de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se ele for prestador de serviços, recolhe R$ 5,00 mensais de Imposto sobre Serviços (ISS), tributo cobrado pelos municípios. O empreendedor que quiser obter mais informações sobre o processo ou se quiser realizar as capacitações poderá procurar uma unidade de atendimento do Sebrae ou ligar para o número 0800.570.0800. 

 

Orientação aumenta chance de sucesso nos negócios 

 

O profissional da contabilidade assumiu um importante papel nesta fase inicial de formalização dos MEIs. O sócio-gerente da Fortus Consultoria Contábil, Evanir Aguiar dos Santos, esclarece que o dever do profissional, em primeiro lugar, é o de esclarecer todas as características desta modalidade ao microempreendedor, mostrando suas vantagens e desvantagens, seus direitos e obrigações. Em segundo lugar, deve transmitir ao novo empreendedor sua experiência em gestão, com sugestões que o possibilitem se desenvolver no mercado. 

As dúvidas na hora da formalização são diversas. Segundo Santos, as mais frequentes estão relacionadas ao limite de faturamento anual, atividades permitidas, emissão de notas fiscais e contribuições previdenciárias. A gratuidade, em sua opinião, é uma contrapartida importante que os contadores podem dar ao País, permitindo a transmissão de conhecimentos e trazendo para a formalização milhares de empreendedores que, até então, não tinham essa possibilidade. 

 

De acordo com a lei, o MEI está dispensado da contabilidade formal como, por exemplo, o livro diário, razão e livro-caixa, mas pode contratar um contador quando a empresa possuir um funcionário. Neste caso, ele auxiliará na confecção da folha de pagamento e no cumprimento das obrigações acessórias, como as guias de INSS, FGTS, Rais, uma vez que o empregado terá garantido todos seus direitos trabalhistas. 

 

Mesmo não tendo obrigatoriedade da contabilidade, o empreendedor deve zelar pela sua atividade e manter um mínimo de controle em relação ao que compra, vende e recebe. Essa organização permite que ele possa gerenciar melhor o seu negócio e a própria vida. De acordo com Santos, que também ministra palestras no Sebrae sobre o MEI, o esclarecimento e a orientação são fundamentais para o crescimento deste profissional. Ele conta que o escritório já prestou mais de 20 atendimentos gratuitos e quase todos os novos microempreendedores que auxiliou permaneceram consultando o escritório como clientes.

 

Fonte: Jornal do Comércio - RS

CFC

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pesquisa revela vontade de crescer do empreendedor individual

Notícias

 

Uma pesquisa encomendada pelo Sebrae com 10.585 empreendedores individuais em todo o país revelou que a característica mais marcante de quem se formalizou é a vontade de crescer – 87% afirmaram que planejam faturar mais do que R$ 36 mil por ano e subir para a categoria de microempresa. 

 

O programa Empreendedor Individual foi criado pela Lei Complementar nº 128/2008 e já possibilitou a formalização de mais de 1,5 milhão de trabalhadores que viviam na informalidade. A legislação, que ampliou os benefícios da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, permite a formalização de trabalhadores por conta própria com Faturamento anual de até R$ 36 mil (limite que será ampliado para R$ 60 mil). 

 

A vantagem de ter uma empresa formal, como ter CNPJ e emitir nota fiscal, foi apontada por 60% dos entrevistados como principal motivo para a formalização. Isso demonstra o foco no desenvolvimento dos negócios, antes mesmo da busca pelos benefícios da Previdência Social, indicados como principal motivo para 37% dos entrevistados. 

 

O músico brasiliense Murilo Timo Neto é um exemplo dessa trajetória. Ele se formalizou como Empreendedor Individual e, em pouco tempo, migrou para o patamar de microempresa graças aos bons resultados. “Trabalhar como Empreendedor Individual me ajudou muito. Com a possibilidade de emitir nota fiscal, atendi clientes do governo e minha Demanda aumentou”, relata. 

 

Outro dado da pesquisa é que 57% dos empreendedores individuais já tinham seu negócio quando se formalizaram. Já 21% trabalhavam com Carteira assinada e passaram a empreender. Eles estão distribuídos em todos os segmentos: 39% atuam no comércio, 36%, em serviços, 18% na indústria e 7% na construção civil. 

 

A formalização teve especial reflexo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que passaram a ter uma maior participação no conjunto de negócios registrados. Na região norte estão 7% do total de empreendedores individuais do país, ante 3% do total de micro e pequenas empresas. No Nordeste, a participação dos empreendedores individuais é de 22%, enquanto as MPE são 15%. E o Centro-Oeste abriga 10% dos empreendedores individuais e 7% das MPE. 

 

A pesquisa aponta ainda que 47% dos formalizados têm o ensino médio/ técnico completo, índice superior à média da população brasileira, de 26%. Mas, 69% deles aprenderam a profissão na prática, enquanto 27% adquiriram o conhecimento em cursos e treinamentos. A obtenção de empréstimos precisa ser mais trabalhada com esse público. Somente 12% buscaram crédito e menos da metade deles conseguiu o financiamento pretendido. 

Fonte: Agência SEBRAE

Classe Contábil

 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Formalização traz vantagens para o Empreendedor Individual

Notícias

 

Benefícios como previdência e capacitação melhoram a vida de trabalhadores legalizados

Marcelo Araújo

Agência Rodrigo Moreira

Motoboy Jaezer Medeiros vê importante vantagem na formalização

 

Brasília - Criado pela Lei Complementar nº 128/2008, o programa Empreendedor Individual (EI) já possibilitou a legalização de mais de 1,5 milhão de trabalhadores que viviam na informalidade. A legislação, que ampliou os benefícios da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, permite a formalização de trabalhadores por conta própria com faturamento anual de até R$ 36 mil (limite que será ampliado para R$ 60 mil).

 

A adesão ao Empreendedor Individual traz uma série de vantagens para o profissional. Ao pagar a contribuição mensal de R$ 27,25 (5% do salário mínimo) à Previdência Social, o trabalhador passa a ter direito à aposentadoria por idade: aos 60 anos, para as mulheres, e aos 65, para os homens. É preciso contribuir por pelo menos 15 anos para que se obtenha a renda mensal de um salário mínimo.

 

Desde que tenha contribuído por pelo menos um ano à Previdência, o Empreendedor Individual ainda tem direito à aposentadoria por invalidez e ao auxílio-doença. As mulheres que contribuíram pelo menos dez meses podem receber o salário-maternidade. A proteção se estende às famílias dos empreendedores individuais. A partir do primeiro pagamento em dia do profissional, sua família tem direito à pensão por morte e ao auxílio-reclusão.

 

No terreno trabalhista, o Empreendedor Individual pode registrar até um empregado, com baixo custo. Ele precisa pagar por seu funcionário 3% da Previdência e 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, o valor total fica em R$ 59,95. O empregado contribui com 8% do seu salário para a Previdência Social.

 

Desde 2010, o Sebrae realiza a Semana do Empreendedor Individual em todo o país. Nas três primeiras edições, conseguiu a marca de mais de 120 mil formalizações. Na primeira semana, em outubro de 2010, foram 46 mil; na segunda, em novembro de 2010, mais 28,8 mil; na terceira, entre 27 de junho e 2 de julho deste ano, 47,4 mil empreendedores individuais se cadastraram nas mais de cem tendas montadas nas capitais e no interior do Brasil.

 

Depois de formalizar um profissional, é necessário capacitá-lo para que ele atue no mercado de forma sustentável e consiga crescer. O Sebrae para o Empreendedor Individual (SEI), lançado em junho, tem a finalidade de levar conhecimentos sobre a gestão de um negócio aos empreendedores individuais. O SEI divide-se em sete soluções educacionais: SEI Vender, SEI Comprar, SEI Controlar Meu Dinheiro, SEI Planejar, SEI Administrar, SEI Empreender e SEI Unir Forças para Melhorar. Funciona por meio de oficinas de curta duração, cartilhas e kits educativos. Uma novidade é o envio de mensagens por celular, uma linha direta com o Empreendedor Individual.

 

Histórias

A costureira Maria de Araújo, de 54 anos, formalizou-se na cidade de Ceilândia (DF), na 3ª Semana do Empreendedor Individual. Maria trabalha na própria casa, onde faz consertos e costura peças sob encomenda. Foram 20 anos de atividades para chegar à formalização.

 

“Não sabia que era tão fácil e acessível me registrar. Legalizada, consigo descontos na hora de comprar tecidos”, diz a empreendedora. A costureira, que passou a dispor do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e da possibilidade de emitir notas fiscais, planeja fazer cursos no Sebrae para aprimorar a gestão do seu negócio.

 

Já o baiano Fabiano Barros apostou no Empreendedor Individual como uma grande mudança. Em primeiro lugar, abriu mão dos R$ 68 que recebia do programa Bolsa Família, do governo federal. Fabiano é dono de uma loja de recarga de cartuchos e manutenção de computadores em Salvador (BA). “Minha meta é crescer”, diz o empresário, que vê na possibilidade de participar de licitações uma grande vantagem.

 

Jaezer Medeiros, motoboy pernambucano, também buscou ampliar os horizontes pela formalização. A necessidade de emitir nota fiscal o estimulou a regularizar seu negócio de entrega de documentos. “A exigência de nota me impediu de prestar serviços a várias empresas. Deixei de fazer bons negócios por causa da informalidade”, lembra. “Com o registro, quero ampliar meus investimentos, chegar à microempresa e expandir meu negócio para o interior do estado”, planeja.

 

O registro realiza-se exclusivamente pelo Portal do Empreendedor . O processo é simplificado. Após o registro, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são obtidos imediatamente. O empreendedor não precisa encaminhar nenhum documento para a Junta Comercial do seu estado. Além disso, dependendo da sua atividade, obtém o alvará provisório de funcionamento, com validade de 180 dias.

 

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Fonte: Agência Sebrae

Pesquisa revela vontade de crescer do empreendedor individual

Notícias

Possibilidade de emitir nota fiscal e buscar novos clientes são o foco do levantamento

Da Redação

Brasília - Uma pesquisa encomendada pelo Sebrae com 10.585 empreendedores individuais em todo o país revelou que a característica mais marcante de quem se formalizou é a vontade de crescer – 87% afirmaram que planejam faturar mais do que R$ 36 mil por ano e subir para a categoria de microempresa.

O programa Empreendedor Individual foi criado pela Lei Complementar nº 128/2008 e já possibilitou a formalização de mais de 1,5 milhão de trabalhadores que viviam na informalidade. A legislação, que ampliou os benefícios da Lei Geral da Micro e
Pequena Empresa, permite a formalização de trabalhadores por conta própria com faturamento anual de até R$ 36 mil (limite que será ampliado para R$ 60 mil).

A vantagem de ter uma empresa formal, como ter CNPJ e emitir nota fiscal, foi apontada por 60% dos entrevistados como principal motivo para a formalização. Isso demonstra o foco no desenvolvimento dos negócios, antes mesmo da busca pelos benefícios da Previdência Social, indicados como principal motivo para 37% dos entrevistados.

O músico brasiliense Murilo Timo Neto é um exemplo dessa trajetória. Ele se formalizou como Empreendedor Individual e, em pouco tempo, migrou para o patamar de microempresa graças aos bons resultados. “Trabalhar como Empreendedor Individual me ajudou muito. Com a possibilidade de emitir nota fiscal, atendi clientes do governo e minha demanda aumentou”, relata.

Outro dado da pesquisa é que 57% dos empreendedores individuais já tinham seu negócio quando se formalizaram. Já 21% trabalhavam com carteira assinada e passaram a empreender. Eles estão distribuídos em todos os segmentos: 39% atuam no comércio, 36%, em serviços, 18% na indústria e 7% na construção civil.

A formalização teve especial reflexo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que passaram a ter uma maior participação no conjunto de negócios registrados. Na região norte estão 7% do total de empreendedores individuais do país, ante 3% do total de micro e pequenas empresas. No Nordeste, a participação dos empreendedores individuais é de 22%, enquanto as MPE são 15%. E o Centro-Oeste abriga 10% dos empreendedores individuais e 7% das MPE.

A pesquisa aponta ainda que 47% dos formalizados têm o ensino médio/ técnico completo, índice superior à média da população brasileira, de 26%. Mas, 69% deles aprenderam a profissão na prática, enquanto 27% adquiriram o conhecimento em cursos e treinamentos. A obtenção de empréstimos precisa ser mais trabalhada com esse público. Somente 12% buscaram crédito e menos da metade deles conseguiu o financiamento pretendido.

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Fonte: Agência Sebrae

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O sonho do próprio negócio mais próximo de virar realidade

Notícias

 

Facilidades na legalização e mudanças no limite de faturamento são incentivos

Da Redação

André Telles

O pipoqueiro Antônio Nelson é exemplo de empreendedorismo no RJ

Brasilia - Empreendedores brasileiros tiveram motivos para comemorar no mês de agosto, quando a presidente Dilma Rousseff assinou projeto de lei complementar ampliando de R$ 36 mil para R$ 60 mil a faixa limite de faturamento anual para oEmpreendedor Individual.  Essa alteração da Lei Geral, que está atualmente em votação no Congresso, “irá permitir que mais pessoas tenham acesso à formalização e ao crédito”, declarou a presidente.

O aumento de 67% no teto de faturamento vai ampliar a adesão ao sistema simplificado de formalização de negócios que já atraiu mais de 1,5 milhão de pessoas em dois anos. É o caso do Empreendedor Individual André Freire Naves, o tio André, de Brasília. “Tenho nota fiscal, posso atender a empresas, tenho previdência e os benefícios da lei”, comemora entusiasmado com a nova situação.

Como ele, centenas de milhares de brasileiros alcançaram essas e outras vantagens do programa Empreendedor Individual. O registro traz uma série de benefícios, proporciona segurança, dá perspectiva de crescimento pessoal e profissional e, sobretudo, confere cidadania.

Com o objetivo de ampliar o alcance do programa, o Sebrae, governos e outras entidades parceiras se mobilizaram para que até o final de 2011 o número de formalizados chegasse a 1,5 milhão. No entanto, quatro meses antes do término do ano, esse patamar já foi atingido. “O empreendedorismo é uma alternativa concreta de emprego e renda, como já perceberam esses novos empresários. A inserção no mercado formal traz benefícios não apenas para esses brasileiros, mas para a economia como um todo”, diz o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

O Sebrae aposta na capacitação desse público para que ele atue de maneira competitiva e se mantenha no mercado. “A formalização é apenas o primeiro passo. O foco é dar sustentabilidade aos negócios. Faremos isso buscando ativamente o empreendedor, indo até ele para oferecer conhecimento em gestão, planejamento e inovação”, explica o presidente do Sebrae Nacional. Profissionais de 467 categorias podem se registrar como empreendedores individuais.

O Projeto de Lei Complementar nº 591/2010 também facilita os procedimentos para dar baixa no negócio e dispensa a declaração anual do Empreendedor Individual. As pequenas empresas também serão beneficiadas com a ampliação do teto máximo de faturamento de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, além de estímulos para exportação e possibilidades de parcelar em até 60 meses os débitos com o Simples Nacional.

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Fonte: Agência Sebrae